Leishmaniose
Sinais leishmaniose
Sinais leishmaniose
Alopecia
Distribuição leismaniose

O que é?


A Leishmaniose é uma doença parasitária do cão, causada por um parasita denominado Leishmania, que se localiza principalmente na medula óssea, gânglios linfáticos, baço, fígado e pele. Além do cão, também gatos, raposas e roedores podem ser afetados, assim como o ser humano. Contudo, a transmissão humana em Portugal é rara e é considerada acidental.
Em Portugal estima-se que estejam infetados cerca de 110 mil cães, embora muitos deles não manifestem sinais clínicos.

Como se transmite?


A Leishmania é transmitida através da picada de um flebótomo, um inseto semelhante ao mosquito mas com um tamanho consideravelmente mais pequeno. Estes insetos vivem nos refúgios dos animais, habitações, caixotes do lixo, jardins, matas, entre outros locais. É particularmente ativo entre os meses de Abril a Setembro (embora se possa estender de Março a Novembro) e prefere essencialmente o amanhecer e o entardecer. Preferem noites amenas (não menos que 16 ºC) e não conseguem voar com ventos fortes.

Quais os sinais clínicos mais frequentes?


Os sinais incluem a perda de pelo (sobretudo ao redor dos olhos, nariz, boca e orelhas), perda de peso, dermatite ulcerativa (com presença de feridas), feridas na pele da cabeça e membros de difícil cicatrização, aumento dos gânglios linfáticos, crescimento exagerado das unhas, atrofia muscular, sangramento nasal (epistaxis), mucosas pálidas e dores articulares. Numa fase mais avançada surgem os sinais relacionados com a insuficiência renal como aumento da produção de urina (poliúria) e aumento do consumo de água (polidipsia).

Como se previne?


Uma vez que o tratamento desta doença é difícil e raramente se consegue eliminar o parasita na totalidade, a prevenção é a medida mais importante. A prevenção inclui várias medidas:
• Diminuir a probabilidade de picada do flebótomo: através da utilização de coleiras ou pipetas repelentes para este inseto. Esta medida deve ser utilizada também em animas diagnosticados com esta doença para evitar a sua transmissão.
• Evitar passear o seu cão no período de maior atividade do flebótomo (entre o entardecer e o amanhecer).
• Assegurar um bom estado de saúde geral do seu cão, de forma a proteger o seu sistema imunitário. Para tal deve garantir uma boa alimentação e uma vacinação e desparasitação regulares.
• Fazer o despiste desta doença de forma, em caso de um resultado positivo, iniciar o tratamento o mais precocemente possível.
• Vacinar o seu cão contra esta doença
• Uso de medicamento imunomodulador contra a doença

Informe-se sempre com o seu Médico Veterinário